I. Conteúdo Principal
O “Guia de Trabalho” definem claramente cinco aspetos fundamentais para as plataformas de prova de conceito, nomeadamente o posicionamento funcional, a orientação para a construção, os requisitos de construção, a organização e implementação, e o apoio político.
1. Posicionamento Funcional
Enfatiza-se que as plataformas de prova de conceito se posicionam na fase inicial e crucial da transformação das realizações científicas e tecnológicas, tendo como funções centrais as validações técnica e comercial. O objetivo é elevar o nível de maturidade técnica das realizações científicas e tecnológicas em fase inicial, mitigar os riscos de comercialização, reforçar a atratividade para o capital social e acelerar a transformação e incubação dessas realizações.
2. Orientação para a Construção
1. Distribuição Setorial: em torno da direção de desenvolvimento das Indústrias de Tecnologia de pontade Beijing, com foco em domínios especializados e aprofundamento em setores verticais específicos; 2. Orientação Diferenciada: Privilegia-se o aproveitamento das vantagens dos diversos tipos de entidades, incentivando entidades de I&D, empresas líderes em tecnologia, incubadoras, parques especializados e entidades jurídicas independentes a prestarem serviços de validação de acordo com as suas vantagens próprias; 3. Distribuição Espacial: Procura-se uma articulação estreita com as indústrias dominantes a nível regional, concentrando a implantação nas principais zonas de aglomeração industrial; 4. Capacidade de Serviço: Sublinha-se a melhoria das capacidades de validações técnica comercial e de serviços de suporte.
3. Requisitos de Construção
A entidade proponente deve:
1. ser um sujeito de inovação, como uma empresa ou unidade de I&D, que desenvolva ou preste serviços a atividades de inovação científica e tecnológica, e que demonstre capacidade de funcionamento sustentada e estável; 2. dispor de instalações específicas e plataformas de I&D e experimentação adequadas à realização de provas de conceito, que satisfaçam as necessidades deste serviço; 3. possuir uma equipa profissional com uma divisão de trabalho adequada. O responsável pela plataforma deve ter experiência relevante na área de transformação de realizações científicas e tecnológicas e os membros da equipa devem deter competências profissionais em I&D, experimentação e testes, sendo que, no mínimo, 50% do total devem ser gestores de tecnologia (technology managers); 4. dispor de uma carteira de projetos de reserva, com fontes estáveis de projetos candidatos a prova de conceito; 5. ter capacidade para impulsionar a transformação das realizações científicas e tecnológicas; 6. ter capacidade de angariação de fundos, podendo prestar serviços de apoio financeiro para fases posteriores dos projetos; 7. possuir mecanismos operacionais sólidos, incluindo uma estrutura orgânica e sistemas de gestão administrativa bem definidos.
4. Organização e Implementação
1. A Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia de Beijing e o Comité Administrativo do Parque Científico e Tecnológico de Zhongguancun são responsáveis pelo planeamento e distribuição geral, avaliação regular e ajuste dinâmico das plataformas de prova de conceito de Beijing; 2. As entidades construtoras das plataformas devem estabelecer e aperfeiçoar os mecanismos operacionais e os sistemas de gestão interna, assegurar as condições logísticas necessárias e assumir a responsabilidade principal pelo funcionamento.
5. Apoio Político
1. Reforçar a construção de plataformas nas indústrias de alta precisão e vanguarda, construindo um sistema de serviços diversificado e coordenado; 2. Melhorar a capacidade das plataformas, apoiando o estabelecimento das capacidades de serviço especializadas em validação técnica e comercial, e promovendo a utilização de meios digitais e inteligentes para aumentar a eficiência da validação; 3. Apoiar as plataformas na criação das suas próprias carteiras de projetos e na exploração dos recursos originais de resultados científicos, promovendo a concretização da transformação dos projetos; 4. Reforçar o apoio complementar, apoiando as plataformas no estabelecimento de mecanismos de partilha de riscos de validação e na abertura de cenários de aplicação.
II. Características do “Guia de Trabalho”
1. Aderir a uma orientação normativa, clarificando os critérios básicos para a construção das plataformas. O “Guia de Trabalho” baseia-se na realidade prática da construção das plataformas de prova de conceito, definindo sistematicamente os requisitos fundamentais sobre “o que são, como se constroem e como são geridas”, proporcionando uma base uniforme para que todas as entidades envolvidas possam desenvolver a sua construção.
2. Aderir a uma orientação diferenciada, aumentando a adequação das diferentes tipologias de entidades na construção. O “Guia de Trabalho” têm plenamente em conta as dotações de recursos e o posicionamento funcional de cada tipo de entidade, propondo orientações de construção e requisitos de serviço de forma diferenciada, incentivando cada entidade a desenvolver a construção das plataformas de modo diferenciado, alicerçada nas suas próprias vantagens.
3. Aderir a uma distribuição sistemática, reforçando a integralidade e a sinergia na construção das plataformas. O “Guia de Trabalho”, em torno das distribuições setorial e espacial e da capacitação dos serviços, promove um esforço coordenado na alocação de todos os tipos de recursos para a construção das plataformas, no sentido de fomentar a formação de um sistema de construção das plataformas de prova de conceito com posicionamento claro, funções completas e articulação eficiente.