A 15 de outubro, teve início a Conferência de 2026 sobre Bem-Estar Animal e Sistemas Agroalimentares Sustentáveis, no Centro Internacional de Convenções e Exposições de Jinhaihu, distrito de Pinggu, em Beijing. Por ser a única conferência periódica do género promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realizada na China, o evento passou a ter como sede permanente a zona agrícola de Zhongguancun, em Pinggu. Sob o tema “Promover a modernização das cadeias de abastecimento através do bem-estar animal e dinamizar novas formas de consumo agroalimentar através da sustentabilidade”, esta edição promoveu debates e intercâmbios em vários níveis sobre transformação ecológica e saudável dos sistemas agroalimentares, práticas inovadoras de bem-estar animal, colaboração nas cadeias de abastecimento globais e cooperação económica e comercial internacional no setor agrícola. Foram ainda divulgados vários resultados de estudos setoriais e assinados diversos acordos de cooperação industrial.

A conferência elegeu o Botsuana como país-tema deste ano, estabelecendo um novo espaço de intercâmbio agroalimentar entre China e África. Na cerimónia de abertura e na “Noite do Botsuana – Sessão de Promoção do Investimento e da Cooperação Agrícola China-Botsuana”, o ministro da Agricultura e das Terras do Botsuana e a delegação que o acompanhou apresentaram os recursos agrícolas do país e sua estratégia de desenvolvimento para o setor, explorando oportunidades de cooperação em diversas áreas. Na mesma ocasião foi também assinado um acordo de geminação entre os distritos de Pinggu, na China, e Chobe, na República do Botsuana. O documento assinala o início de uma nova etapa de cooperação regular entre as duas regiões no setor agrícola.
Durante o evento, especialistas e académicos chineses e estrangeiros, diplomatas acreditados na China e representantes do setor empresarial participaram em debates sobre o desenvolvimento dos sistemas agroalimentares, as tendências do mercado e as práticas agrícolas, num diálogo entre políticas internacionais, mercados externos e setores agropecuários da China.
Em paralelo, realizaram-se vários fóruns temáticos centrados na elaboração de normas, na transferência de tecnologias, na ligação aos mercados e no desenvolvimento de marcas, com o objetivo de transformar os princípios do bem-estar animal e da sustentabilidade agroalimentar em práticas concretas. Foram apresentadas, ainda, estas três normas: “Requisitos de Bem-Estar dos Animais de Criação – Vacas Leiteiras”, “Requisitos de Bem-Estar dos Animais de Criação – Burros” e “Requisitos de Bem-Estar dos Animais de Criação – Corvinas-Amarelas-Grandes”; houve também a entrega de certificados de bem-estar animal, o lançamento de um projeto internacional de melhoria do bem-estar dos burros e a divulgação da “Lista de Produtos de Bem-Estar Animal Recomendados para Aquisição em 2026” e do “Relatório sobre o Desenvolvimento da Indústria do Porco Preto na China em 2025”. Finalmente, assinaram-se acordos de cooperação para o desenvolvimento conjunto de cadeias de abastecimento agroalimentares sustentáveis, acordos relativos a metas de criação de frangos de corte sem gaiolas e acordos para projetos-piloto de bem-estar animal na criação de frangos de corte e galinhas poedeiras.
Fonte: CRI Online