Beijing lança 40 pacotes de serviços de medicina tradicional chinesa para turismo médico internacional

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2026-10-21

De 17 a 18 de outubro, realizou-se em Beijing a Conferência Mundial de Medicina Tradicional 2026. Segundo a Administração Municipal de Medicina Tradicional Chinesa de Beijing, 21 instituições médicas de referência da cidade lançaram, ao todo, 40 pacotes de serviços de medicina tradicional chinesa (MTC) destinados ao turismo médico internacional. Estes abrangem especialidades como reabilitação osteoarticular, recuperação após tratamentos oncológicos e regulação da constituição física feminina segundo os princípios da MTC. Os referidos pacotes incluem planos de diagnóstico e tratamento padronizados, com programas terapêuticos e preços claramente definidos, complementados por orientações de saúde e bem-estar e por experiências culturais.

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Os pacientes estrangeiros podem apresentar os seus registos clínicos on-line, receber uma avaliação à distância por especialistas baseada na diferenciação de padrões da MTC e definir com antecedência o plano de diagnóstico e tratamento. Foram criados, ainda, mecanismos de pagamento direto através de seguros de saúde privados e de liquidação em várias moedas. Os tratamentos combinam acupuntura, massagem terapêutica (tuina) e medicamentos da MTC administrados via oral ou aplicados externamente. Após a conclusão do tratamento, os pacientes têm direito a consultas de acompanhamento à distância (inclusive do exterior) e a orientações para cuidados de saúde e bem-estar no domicílio, criando um modelo integrado de ”tratamento de curta duração na China e acompanhamento de saúde e bem-estar de longo prazo à distância”.

Para além dos serviços médicos, os pacotes incluem experiências culturais imersivas, como identificação de plantas medicinais e preparação de refeições terapêuticas com base nos princípios da MTC. A iniciativa articula-se ainda com os recursos culturais e turísticos da Antiga Capital e recorre a plataformas nacionais, como a Feira Internacional de Comércio de Serviços da China (CIFTIS), para promover estes serviços nos mercados internacionais, aperfeiçoar continuamente as normas do setor e diversificar a oferta.

Desde o lançamento do programa-piloto de serviços médicos internacionais, em 2020, o número de instituições participantes em Beijing aumentou de 8 para 18, abrangendo departamentos internacionais de hospitais públicos e instituições médicas privadas que prestam serviços a pacientes estrangeiros. Até ao final de 2025, 86 instituições médicas de nível 2 ou superior, assim como instituições-piloto, haviam estabelecido mecanismos de articulação com seguradoras internacionais e atingido uma taxa de cobertura por seguros de saúde comerciais internacionais de 25,98%. A cidade apoia ainda os hospitais-piloto na apresentação de pedidos de importação de medicamentos clinicamente necessários e de utilização urgente. Além disso, 41 hospitais passaram a disponibilizar a versão em inglês do serviço 114 de marcação de consultas, enquanto 18 instituições-piloto já permitem o registo de pacientes mediante a apresentação de documentos de identificação estrangeiros, como passaportes e autorizações de residência.

Fonte: Beijing News

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