Este ano, a “trupe de robôs” faz sua estreia nos Jogos de Robótica, com danças de rua e samba...

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2026-07-31

A segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides terá lugar de 22 a 26 de agosto na  Oval Nacional de Patinagem de Velocidade (“Fita de Gelo”). Como uma das categorias mais aguardadas pelo público, as competições de dança deste ano serão subdivididas em três modalidades, nomeadamente dança de rua (breakdance), dança de animação (cheerleading) e dança desportiva. Os movimentos dos robôs prometem ser não apenas mais espetaculares, mas também tecnicamente muito mais exigentes.

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Cena da competição de dança da primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides.

Foto cortesia do organizador

De acordo com a lista oficial de provas, a segunda edição dos Jogos divide-se em duas grandes categorias, nomeadamente competições de desempenho e provas situacionais. As provas de dança incluem as competições de desempenho e incluem o breakdance, a dança de animação e a dança desportiva.

A tão esperada dança desportiva é uma novidade: uma competição de dança em pares, estabelecida pela primeira vez, permite apenas a participação de dois robôs humanoides por equipe, podendo estes escolher entre a valsa ou o samba. A prova é baseada no sistema da dança desportiva humana, exigindo que os dois robôs se movam em sincronia, com coordenação em proximidade e trocas de posições precisas, mantendo posturas padronizadas do tronco, braços e pernas. Toda a coreografia deve ser fluida e bem estruturada, demonstrando plenamente a técnica da dança em par.

Enquanto prova de duplas, a dança desportiva é simultaneamente um espetáculo visual e um grande desafio técnico. Os dois robôs devem identificar de forma totalmente autónoma a posição um do outro e realizar a interação com o parceiro sem qualquer ajuda externa. A distância entre eles é controlada com precisão milimétrica, o que esconde uma batalha tecnológica de ponta entre a perceção visual multiagente e os algoritmos de trajetória cooperativa.

Já a prova de breakdance exige que os robôs humanoides tenham articulações multivariadas nos pulsos, tornozelos e na região abdominal, sendo capazes de replicar os subtis movimentos das mãos, cabeça e membros inferiores de um dançarino humano. Manobras de alta dificuldade são um grande atrativo.

O destaque da dança de animação (cheerleading) reside no “trabalho em equipa”. Múltiplos robôs executam uma apresentação totalmente automática e sincronizada, sem controlo remoto manual, realizando as transições de formação por conta própria, por meio da coordenação multiagente.

Como são avaliadas as apresentações? Segundo as regras, uma banca de 9 juízes atribui classificações, sendo que a mais alta e a mais baixa são descartadas para o cálculo da média final. Neste ano, a dança de animação ganhou um novo item de dedução aplicado pelo juiz principal, que pode subtrair pontos diretamente da média obtida para determinar a pontuação final.

Em resumo, a pontuação das danças dos robôs baseia-se nos movimentos humanos para fins de classificação e atribuição de notas. Todas as provas exigem que os robôs atuem de forma completamente autónoma, proibindo qualquer intervenção remota por controle manual. A avaliação final é feita em três dimensões: controlo de movimento mecânico, coordenação em grupo e criação artística.

Fonte: Beijing Daily

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